Feliz Ano Velho, a autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, publicada em 1982, vai ganhar nova adaptação para as telas pela Netflix. Considerada uma das histórias fundamentais da literatura brasileira da segunda metade do século 20, a divulgação da adaptação foi feita durante a 24ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), da qual a Netflix é patrocinadora.
“Feliz Ano Velho já virou peça, musical, ópera e agora, finalmente, essa obra tão importante para a cultura brasileira será levada ao streaming”, disse Marcelo Rubens Paiva. “Estou muito empolgado por ver mais um casamento entre a literatura e o audiovisual brasileiro que leva nossas histórias das páginas às telas.”
Marcelo não menciona, mas seu livro ganhou uma adaptação para o cinema em 1987, com direção de Roberto Gervitz, e estrelado por Marcos Breda e Malu Mader. O filme competiu oficialmente no Festival de Gramado, mas perdeu para A Dama do Cine Shangai, estrelado por Antônio Fagundes e Maitê Proença, com direção de Guilherme de Almeida Prado.
Feliz Ano Velho é um romance autobiográfico sobre o acidente que deixou o autor tetraplégico aos 20 anos, lançado na coleção Cantatas Literárias, da editora Brasiliense. Em tom confessional e linguagem coloquial, Paiva surpreende ao abordar uma passagem dramática de sua vida em relato irônico, rompendo com estereótipos ao tratar de deficiência e abordando também temas universais da juventude e da entrada na vida adulta.
“A partir de um relato extremamente pessoal, Feliz Ano Velho consegue chegar ao tema universal de o que significa ser jovem. Talvez por isso tenha gerado uma conexão emocional tão forte com toda uma geração de leitores”, diz Haná Vaisman, diretora de Séries de Ficção da Netflix. “Nesta adaptação, queremos que quem já conhece a história se emocione ao vê-la nas telas, e novas gerações de fãs se apaixonem”.
“Adaptar Feliz Ano Velho para o audiovisual é também uma forma de dialogar com a trajetória do Marcelo, com a coragem que ele teve de transformar sua experiência pessoal em literatura universal. Há histórias que a gente produz, e há histórias que a gente sente que precisa contar”, afirma Diane Maia, da AMAIA. “Esta é uma história que marcou várias gerações, e produzi-la agora é uma honra e um prazer enorme”, diz Andrea Barata Ribeiro, da O2 Filmes.
A série ainda está em pré-produção e não tem previsão de lançamento pela Netflix.





