Não é nada fácil manter uma série no ar em tempos de
streaming. Como se dizia antes, a luta pela audiência não apenas ficou mais intensa,
mas também tecnologicamente mais intensificada. Em tempos de redes sociais, uma
pisada em falso de uma obra que está sendo adaptada para a telinha, é uma
questão de tempo, ironicamente, delas subir o cadafalso.
Por mais eficiente que foi a adaptação A Roda do Tempo, obra
de Robert Jordan, a saga não conseguiu manter o público interessado e
acompanhar a saga. Saga essa que se estende por 14 volumes escritos desde 1984,
inicialmente por Jordan e após seu falecimento em 2007, por Brandon Sanderson.
O plano inicial da adaptação era fazer com que cada
temporada fosse cada um dos volumes de A Roda do Tempo. Aqui no Brasil, foram
publicados pela Intrínseca, O Olho do Mundo (1), A grande caçada (2), Dragão
Renascido (3), Ascensão da Sombra (4), As Chamas do Paraíso (5), O Senhor do
Caos (6), A Coroa de Espadas (7), e O Caminho Das Adagas (8).
E o que fez a série ser cancelada: a queda gradativa da
audiência entre uma temporada e outra. Mesmo investindo centenas de milhões de
dólares na produção, cenários e elenco, a história da busca de uma ser mitológico
que pode devastar o que sobrou do mundo, ficou sem o tempero necessário para o
assinante querem mais, e o possível assinante quer conhecer A Roda do Tempo.
A Roda do Tempo, uma das primeiras produções adaptadas de
livros de fantasias pela Amazon, pode ser o prenúncio do que pode acontecer com
outras produções que estão sendo feitas e que chegarão em breve no streaming,
como a versão para a telinha de Harry Potter (Max), ou a continuação de O
Senhor dos Anéis – Os Anéis do Poder. Com a queda de A Roda do Tempo, cabe aos
criadores e produtores olharem bem para o que eles estão fazendo agora, para
não ter que engolir os sapos indigestos das péssimas escolhas.






