Maggie Kang e a Humanização da Tecnologia
A co-diretora do mega sucesso streaming Guerreiras Kpop, conversa com a imprensa durante o Galaxy Unpacked 2026, organizado pela Samsung em São Francisco.
Visionária, curiosa e atenta às transformações culturais do nosso tempo, Maggie Kang vem se consolidando como um dos nomes mais interessantes da nova geração da animação internacional. Co-Diretora de Kpop Demon Hunters, lançado no Brasil pela Netflix como Guerreiras Kpop, Kang construiu uma trajetória marcada pela combinação entre ação estilizada, identidade cultural e personagens que fogem de estereótipos fáceis — uma assinatura autoral que dialoga tanto com o entretenimento pop quanto com temas contemporâneos.
No longa animado, a cineasta explora um universo vibrante
onde mitologia, humor e emoção caminham lado a lado, revelando não apenas
domínio técnico, mas também um olhar sensível sobre pertencimento, legado e
trabalho em equipe. O projeto ajudou a posicionar Maggie Kang como uma criadora
capaz de transitar entre grandes produções e uma narrativa pessoal bem
definida, algo cada vez mais valorizado na indústria audiovisual global.
É nesse contexto que acontece esta entrevista à imprensa internacional,
realizada durante o Galaxy Unpacked 2026, em San Francisco. Em meio a um evento
tradicionalmente associado à inovação tecnológica, Maggie Kang surge como uma
voz criativa essencial para discutir como arte, animação e tecnologia se
encontram — e como novas ferramentas podem ampliar, e não substituir, a visão
humana por trás das histórias.
- O encontro de um ícone cultural como você com a tecnologia é algo revigorante. Como você assumiu esse papel?
Maggie: Obrigada! O que me entusiasmou nesta
colaboração não foi apenas a oportunidade de prestar consultoria para um
evento, mas a chance de explorar como o storytelling e a tecnologia se cruzam.
A Samsung está há muito tempo na vanguarda da inovação, e vejo a tecnologia
como um poderoso meio criativo por si só. A Samsung representa uma ponte única
entre a herança e o futuro — algo com o qual me identifico profundamente em meu
próprio trabalho. Isso pareceu menos uma parceria típica e mais um diálogo
criativo compartilhado sobre como a cultura e a tecnologia podem moldar novas
experiências juntas.
- O que mais chamou sua atenção ao colaborar com a Samsung pela primeira vez? Houve algum momento memorável?
Maggie: Fiquei realmente impressionada com o quanto a
Samsung foi receptiva durante toda a colaboração. Apresentei algumas ideias que
poderiam ser consideradas um pouco não convencionais para uma marca de
tecnologia, mas eles foram incrivelmente abertos. Esse tipo de abertura nos
permitiu explorar novas possibilidades criativas juntos.
Um momento memorável foi quando trabalhamos juntos
pessoalmente durante minha visita a Seul em dezembro passado. Foi mais do que
apenas uma sessão produtiva; pareceu uma jornada criativa compartilhada. A
equipe se esforçou para criar uma atmosfera na qual a colaboração fluísse
naturalmente, inclusive oferecendo lanches locais deliciosos durante nossas
sessões. Esses momentos realmente se destacaram — eles adicionaram um toque
pessoal à experiência profissional e ajudaram a promover um senso de conexão mais
profundo.

- Em que você mais focou ao prestar consultoria sobre os aspectos criativos do evento?
Maggie: Como em tudo o que faço, a primeira coisa em
que foquei foi sempre a história — como podemos criar uma experiência que
realmente se conecte com o público? Como fazemos a tecnologia parecer familiar
para as pessoas?
Para mim, também era essencial inserir o elemento coreano. A
Samsung, sediada na Coreia, carrega consigo um legado que possui um significado
cultural único. Eu queria garantir que essa herança não fosse apenas
reconhecida, mas vivida por meio da narrativa, mesmo que de formas sutis. Seja
por meio do storytelling visual ou de referências culturais, senti que era
importante manter esse espírito vivo, criando uma conexão mais profunda para o
público local e global.
- Qual é a principal mensagem que você deseja que o público leve do evento?
Maggie: Espero que o público saia com uma sensação de
entusiasmo sobre como a Samsung está quebrando barreiras e explorando novas
direções criativas. A equipe realmente deu passos ousados, apresentando ideias
que não tínhamos visto na Samsung antes. Quero que eles apreciem não apenas a
inovação, mas a abertura — a Samsung está abraçando um espírito de abertura que
redefine o que a marca representa.
- Ao trabalhar no Galaxy Unpacked 2026, como você viu o papel da Samsung na formação da cultura por meio da tecnologia?
Maggie: Honestamente, aprendi muito trabalhando com a
equipe da Samsung. Há tanto que a Samsung está fazendo para avançar a
tecnologia e melhorar nossas vidas. Eu me vi dizendo à equipe eu preciso
disso agora muitas e muitas vezes! E como há tanto sendo feito pela
Samsung, eu realmente queria ajudar a transmitir essa mensagem às pessoas — é
disso que trata o Galaxy Unpacked 2026!
O que mais me empolgou foi ajudar a transmitir a mensagem do
evento: “Stars by Your Side”. Através deste tema, queríamos fazer com que as
experiências de IA parecessem mais próximas, acessíveis e pessoais para os
usuários. Colaborar com a Samsung me permitiu ver em primeira mão como a
tecnologia pode se conectar com as pessoas em um nível cultural e emocional, e
trazer essa história para o público de uma forma significativa.
- Você planeja continuar com esse tipo de colaboração entre diferentes setores no futuro?
Maggie: Com certeza, eu adoraria continuar! O
storytelling está no cerne de tudo o que faço, e é incrivelmente gratificante
ver como essas habilidades podem trazer novas perspectivas e criatividade para
o espaço tecnológico. Colaborar entre indústrias permite interseções
emocionantes entre cultura, narrativa e inovação, e espero continuar explorando
essas oportunidades para criar experiências que sejam significativas e
inspiradoras.
(A entrevista foi enviada à redação da BesTV pela Assessoria
da Samsung Brasil)
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