Val Kilmer, Primeiros Passos
O consagrado ator de filmes como Tombstone – A Justiça está chegando, Top Gun – Ases Indomáveis e Fogo contra Fogo, também mostrou seu talento na Telinha. Pouco, mas mostrou.
Enquanto ainda estamos de luto pela perda de Val Kilmer, muitos se tem falado e escrito sobre a carreira do ator, enaltecendo sua carreira e vários de seus sucessos e personagens marcantes. Seu trabalho como Doc Hollyday, o parceiro do lendário Wyat Earp em Tombstone – A Justiça está chegando (1993) é memorável. Tanto que seu trabalho foi reconhecido pelos produtores de Batman Eternamente (1995), que o convidaram para ser a nova versão de Bruce Wayne.

É claro que mesmo estando em grandes momentos do cinema como
Fogo contra Fogo (1995), A Sombra e a Escuridão (1996), O Santo (1997), The
Doors (1991) e, claro, a nêmese de Tom Cruise em Top Gun – Ases Indomáveis (1986),
Kilmer trabalhou em duas memoráveis produções para a TV e que foram os
primeiros títulos lançados em VHS pela Herbert Richers Home Video, nos anos 80:
Os Assassinos da Rua Morgue (1986) e 1000 Elos – O Preço da Liberdade (1987).

A primeira produção é baseada no clássico da literatura de
suspense escrita por Edgar Alan Poe em 1841, Os Assassinatos da Rua Morgue. Ele
faz o jovem detetive Philipe Huron, que ajuda o inspetor Auguste Dupin a investigar
os sinistros assassinatos de mulheres na rua onde está localizado o necrotério
da cidade. Morgue é necrotério em português. Dupin é interpretado por George C. Scott ganhador
do Oscar por Patton – Herói ou Rebelde? (1970).
É um duelo de interpretações, numa produção de época dirigida
pelo francês Jeannot Szwarc, responsável pelo clássico romântico Em Algum Lugar
do Passado (1980). E tem ainda a bela atuação de Rebecca De Mornay, da versão
de Os Tres Mosqueiros feita para Disney em 1993, e o suspense A Mão que Balança
o Berço (1992).

O segundo telefilme tem um detalhe importante para o público
brasileiro: Sonia Braga. Foi segundo trabalho em Hollywood, depois de se
destacar na produção de Hector Babenco, estrelada por William Hurt e Raul
Julia, em 1995. O filme foi indicado a Melhor Filme (perdeu para Entre Dois
Amores), e garantiu o Oscar para William Hurt.
Para situar o leitor sobre o filme, já que dificilmente você
encontrará uma cópia para ver dessa preciosidade, é baseado na história real de
Robert Elliot Burns, condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu. Ele
consegue escapar das correntes e se refugia numa grande cidade. Afinal, a
história se passa no começo do século 20, onde a comunicação de fugitivos era
bem precária.
Em sua fuga, ele conhece Emily Del Pino Pacheco, que o
abriga sabendo que ele é um fugitivo. Numa crise de ciúmes, ela o denuncia,
obrigando Elliot a fugir novamente. O curioso é que a história de Elliot acaba
sendo transformada no filme O Fugitivo, feito em 1932 e estrelado por Paul
Muni, ganhador do Oscar cinco anos depois por A História de Louis Pasteur. E
para fechar essa pequena mas importante produção, Elliot em sua fuga, entra
disfarçado no cinema para ver Paul Muni vivendo sua história real.
Outra informação sobre a carreira de Val na TV é que seu
segundo trabalho profissional após a alucinada comédia Top Secret – Superconfidencial
(1985), foi num episódio da série ABC Afterschools Specials, uma antologia
sobre jovens estudantes, onde contracenou com Michelle Pfiffer (Homem-Formiga e
Vespa) e Mare Winingham (O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas).
Ele fez participações especiais em séries como Entourage,
Psych e Numb3rs, e até fez a voz de K.I.T.T., o carro falante da nova versão de
A Super-Máquina, feita em 2008. Kilme esteve em 2000, no Saturday Night Live em
2000.
Se você quiser ver o que foi Val Kilmer no cinema, veja
Tombstone – A Justiça está Chegando, disponível no Disney+. O Oeste nunca foi o
mesmo depois de sua interpretação como Doc Holliday.
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